BACEN 2009-QUESTÕES CESGRARIO

EM BREVE ESSAS QUESTÕES ESTARÃO COMENTADAS. AGUARDEM.

PROVA BACEN CESGRANRIO GABARITO 1 – CADERNO VERDE.

PROFº. SANDRO SÁ.  professorsandro@caminhodaspedras.net

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A qualidade de uma organização é determinada em

grande parte pela competência das pessoas que ela

emprega. Assim sendo, diante das novas demandas por

recursos humanos advindas da automação dos negócios,

a gestão de pessoas deve

(A) focar as rotinas de manutenção de um contrato de

trabalho: recrutamento, seleção, remuneração, planos

de cargos e salários, benefícios, entre outros.

(B) transformar as rotinas de pessoal na parte mais importante da relação contratual indivíduo-organização, para contribuir com o processo de confiança e credibilidade da empresa.

(C) ser vista como a gestão de uma relação com pessoas

com as quais não se mantém mera relação contratual,

e sim, uma parceria, um processo contínuo de

compartilhamento de responsabilidades.

(D) ser a única responsável pela aquisição e manutenção

dos recursos da força de trabalho, sendo preciso,

para tanto, reforçar a visão da gestão fortemente baseada na divisão funcional e na concepção dos empregados como recursos.

(E) atribuir ao gerente de cada equipe, como um líder autêntico, a missão de ajudar a construir a competência

e a motivação de seu grupo, fazendo, com que o Departamento de Recursos Humanos perca a sua finalidade e a sua posição na organização.

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O responsável pela seleção de cinco novos assistentes

para a implementação de um processo escolhe,como

mecanismo de seleção, a entrevista estruturada, partindo

da premissa de que ela é mais confiável porque

(A) se limita a perguntas relevantes que funcionam como

previsores eficazes de desempenho e melhoram a

confiabilidade do processo de entrevistar.

(B) permite a identificação da capacidade do candidato

de resolver problemas e é especialmente válida para

determinar a inteligência, o nível de motivação e as

habilidades do candidato.

(C) permite verificar como o candidato reagirá sob

pressão, a sua tendenciosidade diante de informações

valiosas e os seus estereótipos.

(D) permite que se criem perguntas à medida que a entrevista se desenvolve, gerando uma conversação amistosa que favorece o compartilhamento de ideias e atitudes com o candidato.

(E) dá uma oportunidade a maiores discernimentos quanto às diferenças entre os candidatos, permitindo que as informações negativas não recebam um peso

indevidamente alto.

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Um dos desafios da Gestão de Pessoas estratégica diz

respeito ao gerenciamento do binômio qualidade de vida

versus quantidade de vida.

A quantidade de vida é o grau em que prevalecem valores como afirmação, aquisição de dinheiro e bens materiais e concorrência. A qualidade de vida é o grau em que as pessoas valorizam os relacionamentos e mostram sensibilidade e preocupação com o bem-estar dos outros.

A respeito da qualidade de vida no trabalho, analise as

afirmações a seguir.

I – Em geral, os esforços para melhorar a qualidade de

vida no trabalho procuram tornar os cargos mais

produtivos e satisfatórios.

II – Embora sejam usadas muitas técnicas diferentes

sob o título qualidade de vida no trabalho, a maioria

delas acarreta a reformulação dos cargos.

III – Cargos altamente especializados, nos quais não há

uma necessidade de identificação com as tarefas,

proporcionam níveis mais elevados de qualidade de

vida no trabalho.

IV – Quando as tarefas são agrupadas, de modo que os

empregados sintam que estão fazendo uma contribuição

identificável, a qualidade de vida no trabalho

pode aumentar de modo significativo.

V – Os projetos de cargo que logram êxito consideram os

elementos comportamentais para que os trabalhadores

tenham uma alta qualidade de vida no trabalho.

São corretas APENAS as afirmações

(A) I e II. (B) I, III e V.

(C) I, II, IV e V. (D) II, III e V.

(E) III e IV.

As empresas estão se transformando em organizações

educadoras e desenvolvendo a educação corporativa

em virtude de

(A) novas exigências impostas pelas relações trabalhistas.

(B) novas tecnologias de ensino a distância e de tecnologia da informação.

(C) necessidade de um local em que todos os funcionários possam ser treinados.

(D) emergência da organização hierárquica, enxuta e

flexível.

(E) mudança fundamental no mercado da educação

global.

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Pretende-se desenhar um novo plano de carreira para uma empresa, como uma alternativa à visão tradicional, em que as oportunidades profissionais são definidas por meio de cargos e salários engessados e muitas vezes excessivamente detalhados, e o crescimento dos indivíduos se dá mais pelo tempo de serviço do que pelo seu potencial ou pelo seu nível de contribuição. Esse plano que visa a desenvolver uma carreira moderna deve ter

(A) cargos definidos de modo específico, incorporando uma gama restrita de competências essenciais que preservam o conhecimento organizacional por meio de uma mescla de práticas de recrutamentos interno e externo para as oportunidades oferecidas.

(B) integração com os demais programas de Recursos Humanos: avaliação, treinamento e recrutamento interno,

possibilitando o desenvolvimento do profissional e,

consequentemente, sua melhor integração na empresa.

(C) visão do cargo e não da pessoa para que se mantenham as oportunidades de crescimento horizontal, ou seja, as oportunidades oferecidas para que os indivíduos possam expandir as suas experiências, suas competências e, consequentemente, sua empregabilidade no mercado de trabalho.

(D) confidencialidade do próprio plano, das faixas salariais, das descrições de cargos e das trajetórias de carreira para facilitar as possibilidades de ascensão profissional, as oportunidades e os critérios para o crescimento na organização.

(E) concepção de crescimento em termos de status na

organização e em termos de remuneração, singularmente para aqueles que possuem o perfil para assumir posições gerenciais.

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Apesar da necessidade de imparcialidade e objetividade

no processo de avaliação de desempenho organizacional, percebe-se que a cultura paternalista faz com que avaliadores, às vezes, favoreçam pessoas

1. de que gostam, independente da sua competência

profissional e de seus resultados;

2. que vinham apresentando maus desempenhos, mas

que, perto do período da avaliação, “mostraram serviço”.

Esse erro de propensão, causado em geral porque os

avaliadores não conseguem ficar emocionalmente

desligados, pode ser qualificado, nos exemplos acima,

respectivamente, como

(A) preconceito pessoal e propensão a rigor.

(B) propensão de complacência e erro de tendência

central.

(C) propensão de complacência e efeito recenticidade.

(D) efeito halo e erro de tendência central.

(E) efeito halo e efeito recenticidade.

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Para escolher como será feita a avaliação de desempenho de uma organização, foram propostos cinco possíveis métodos, abaixo relacionados.

Qual o método proposto que está INCORRETAMENTE

explicado?

(A) Escalas gráficas – é simples, permite uma visão

integrada e resumida dos fatores de avaliação, mas

não permite flexibilidade ao avaliador, que deve se

ajustar ao instrumento, e não este às características

do avaliado.

(B) Escolha forçada – consiste em avaliar o desempenho

dos indivíduos por intermédio de frases descritivas de

alternativas de tipos de desempenho individual, proporcionando resultados confiáveis e isentos de influências subjetivas e pessoais, mas de aplicação complexa, pois exige preparo prévio dos avaliadores.

(C) Pesquisa de campo – baseia-se em entrevistas de um

especialista em avaliação com o superior imediato, e

permite, além de um diagnóstico do desempenho do

empregado, a possibilidade de planejar com este superior seu desenvolvimento no cargo e na organização, mas tem um custo operacional elevado.

(D) Incidentes críticos – não se preocupa com características do comportamento humano situadas dentro do campo da normalidade, registrando os fatos excepcionalmente positivos que devem ser realçados e mais utilizados no desempenho dos indivíduos, e os

excepcionalmente negativos que devem ser corrigidos

e eliminados.

(E) Comparação aos pares – é um processo simples e

pouco eficiente, que compara dois a dois empregados

de cada vez, permitindo o registro daquele que é

considerado melhor quanto ao desempenho.

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Num seminário sobre comportamento humano nas

organizações, um palestrante iniciou afirmando: “Existem

poucos (se é que existem) princípios simples e universais

que explicam o comportamento organizacional, mas os

indivíduos apresentam algumas características que nos

ajudam a compreensão do seu comportamento.”

Na apresentação de uma dessas características, ele

ERROU ao dizer que o homem

(A) é pró-ativo, ou seja, o seu comportamento nas organizações é determinado tanto pelas práticas

organizacionais como pelo comportamento pró-ativo

(orientado para objetivos pessoais) dos participantes

da organização.

(B) é social, ou seja, a participação em organizações é

muito importante na vida das pessoas, porque as

conduz ao envolvimento com outras pessoas ou grupos.

(C) tem ilimitada capacidade de resposta, ou seja, as

pessoas são capazes de se comportar de todas as

formas, pois suas características pessoais são ilimitadas

e irrestritas.

(D) tem diferentes necessidades, ou seja, um fator pode

motivar o comportamento de uma pessoa hoje e pode

ter potência suficiente para determinar seu comportamento no dia seguinte.

(E) pensa, escolhe, percebe e avalia, ou seja, o comportamento humano é proposital, pró-ativo, cognitivamente ativo, e a experiência do indivíduo com o seu ambiente é um processo ativo.

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Entre as múltiplas aplicações tradicionais do sistema de

informação de RH está a disciplina, condição por que as

pessoas se conduzem de acordo com as regras e procedimentos de um comportamento aceitável pela organização. No que diz respeito ao processo disciplinar, qual das ações

a seguir é INCORRETA?

(A) A ação disciplinar deve ser imediata, consistente,

pessoal e informativa.

(B) A ação disciplinar deve ser progressiva.

(C) A ação corretiva deve ser preferida à ação punitiva.

(D) A punição deve ser a ação final e última de qualquer

ação disciplinar.

(E) Toda ação disciplinar deve variar de acordo com a

situação.

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Um profissional tem que executar uma tarefa na qual o

mais importante é a precisão, com o mínimo de mensagens e um grupo de cinco pessoas. Ele pode escolher entre três tipos de redes formais de comunicação: em forma de roda, de cadeia e de círculo (todos os canais). Qual deve ser a escolhida e por quê?

(A) Roda – experiências demonstraram que grupos de

indivíduos colocados dessa forma, ao cabo de alguns

poucos ensaios, resolveram os problemas de maneira

mais ordenada e rápida do que no círculo e na cadeia.

(B) Círculo – indicado porque envolve velocidade e clareza de organização, visto que a roda e a cadeia, por

serem altamente rotineiras e de caráter centralizado, em

geral, não funcionam.

(C) Círculo – experiências demonstraram que nesta rede

formal as mensagens são mais rapidamente aceitas

do que na roda ou na cadeia.

(D) Cadeia – mais indicada para a satisfação dos membros, facilita a emergência de um líder e permite que

todos os membros do grupo se comuniquem ativamente

uns com os outros.

(E) Cadeia – indicada porque segue rigidamente a cadeia

formal de comando, diferente do tipo roda que depende

do líder para agir, e do círculo, em que todos os

membros do grupo têm liberdade para contribuir.

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Com o objetivo de controlar a alocação de recursos da área administrativa da organização, João tem que comunicar aos seus funcionários que a organização está tendo problemas financeiros. Para tanto, ele deve

(A) utilizar a comunicação oral, que é o método básico de

comunicação mais recomendado quando se quer abordar

um maior número de receptores com baixa probabilidade

de distorções potenciais.

(B) utilizar a comunicação não verbal associada à linguagem corporal, que favorece a compreensão do significado literal do que é transmitido por um emissor.

(C) desenvolver um modelo de comunicação paralinguística em que, através da entonação verbal, ele pode mudar o significado da mensagem segundo o contexto e a posição hierárquica do receptor.

(D) escrever um memorando em que, de forma tangível e

verificável, tanto para o emissor quanto para o receptor,

seria possível o registro da mensagem que foi cuidadosamente redigida.

(E) estabelecer um modelo de filtragem permitindo que os receptores do processo de comunicação vejam e

escutem seletivamente, com base nas suas necessidades, motivações e características pessoais.

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Analise as proposições a seguir, referentes a clima

organizacional.

I – O clima organizacional reflete o espírito das pessoas

da organização, como elas se relacionam entre si e

com a organização, como administram seus conflitos,

como lidam com seus temores e percepções nos

diversos momentos por que passa a organização.

II – Os respondentes de uma pesquisa de clima

organizacional realizam uma sequência de operações

bastante complexa – perceber-interpretar-descrever

o que veem na empresa – de forma inteiramente

consciente, mesmo que se saiba que grande

parte da realidade é de fato percebida de forma não

consciente e que, mesmo assim, influencia nosso

comportamento.

III – O clima organizacional não é gerado apenas pelo

que as pessoas sentem e pensam, mas também confirmado pelo que as pessoas correspondentemente

fazem e, desse modo, é algo que vai das predisposições

internas e profundas do indivíduo (valores) às suas manifestações pessoais observáveis (atitudes

e comportamentos).

IV – O clima é uma característica estanque de uma organização, determinado pela influência de elementos internos como mudanças no corpo diretivo, programas de

demissão, benefícios oferecidos, relações chefe subordinado, e externos, como globalização da economia, pacotes econômicos governamentais, desemprego.

São corretas APENAS as proposições

(A) I e II. (B) I, II e III.

(C) I, II e IV. (D) I, III e IV.

(E) III e IV.

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Todo grupo de trabalho pode ser transformado em uma

equipe?

(A) Sim, já que se sabe que grupo de trabalho e equipe

são a mesma coisa: um grupo de pessoas que

precisam trabalhar de forma colaborativa para atingir

resultados, por meio de um programa educacional

permanente.

(B) Não, porque é impossível vencer as resistências e

as crenças não testadas dos integrantes do grupo,

que devem estar dispostos a produzir um trabalho

em equipe e, ao mesmo tempo, estar comprometidos

com os resultados.

(C) Somente no caso em que seus membros sejam

pessoas com habilidades iguais e consigam chegar a

um grau de profundo comprometimento com o crescimento pessoal de cada um e com o sucesso deles

mesmos e dos outros.

(D) Nem sempre, apenas em situações em que há um

grupo altamente coeso, já que, nesse caso, os seus

membros se identificam fortemente com o grupo.

(E) Nem sempre, já que para o grupo se tornar uma

equipe é necessário existirem características

especiais em termos de afinidade, sentido de missão

e trabalho cooperativo.

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Com relação ao conceito de bem na gestão de recursos e

patrimonial da administração pública, afirma-se que

I – o conceito de bem está relacionado à utilidade, à

quantidade e a um valor econômico ou riqueza;

II – os bens são susceptíveis de apropriação, direitos e

obrigações podendo ser designados como

patrimônio;

III – a gestão do patrimônio imobiliário inclui os bens imóveis

e os bens não consumíveis;

IV – a gestão do patrimônio mobiliário permanente inclui

os bens móveis e os bens consumíveis.

Estão corretas as afirmações

(A) I e II, apenas. (B) I, III e IV, apenas.

(C) I, II, III e IV. (D) II e III, apenas.

(E) III e IV, apenas.

GABARITO 1, GABARITO 2, GABARITO 3

GABARITO 4.

41-D 41-E 41-A 41-C

42-A 42-E 42-E 42-A

43-C 43-A 43-D 43-B

44-A 44-D 44-E 44-B

45-B 45-C 45-A 45-E

46-B 46-D 46-B 46-D

47-E 47-A 47-C 47-E

48-B 48-B 48-D 48-D

49-D 49-B 49-B 49-D

50-C 50-C 50-C 50-C

51-E 51-A 51-E 51-A

52-E 52-E 52-A 52-A

53-D 53-B 53-D 53-B

54-C 54-E 54-A 54-B

55-A 55-E 55-B 55-D

56-C 56-A 56-D 56-E

57-E 57-D 57-B 57-D

58-B 58-D 58-C 58-E

59-E 59-B 59-D 59-A

60-B 60-C 60-E 60-A

61-C 61-B 61-E 61-D

62-A 62-D 62-B 62-C

63-E 63-A 63-D 63-B

64-D 64-E 64-A 64-C

65-B 65-C 65-D 65-C

66-E 66-A 66-C 66-B

67-A 67-E 67-D 67-A

68-B 68-B 68-D 68-D

69-C 69-C 69-C 69-C

70-D 70-C 70-E 70-A

71-E 71-A 71-D 71-B

72-B 72-D 72-B 72-D

73-C 73-C 73-C 73-C

74-D 74-D 74-B 74-B

75-D 75-B 75-B 75-D

76-C 76-A 76-C 76-E

77-A 77-C 77-E 77-B

78-B 78-D 78-B 78-D

79-A 79-D 79-E 79-C

80-D 80-B

ÉTICA – CRÔNICA – LEI OU DECRETO QUE DIFERENÇA FAZ?

Que diferença faz, lei ou decreto?

(com adaptações).

Sexta-feira, 14 de agosto de 2009, por volta 21 horas. Eu caminhava pelos corredores de um dos Cursos que ministro aulas indo em direção à sala dos professores, quando ouvi dois rapazes conversando, um deles com expressão de espanto, os quais discutiam sobre um assunto qualquer que não fiquei sabendo qual era. Despertaram-me a atenção, conquanto não tenha parado, estas palavras ditas pelo que tinha se mostrado espantado: “E que diferença faz, lei ou decreto? É tudo a mesma coisa.” Pronto. Estava aí o assunto para uma crônica.

Por mais que, pelo senso comum, as pessoas pensem o contrário, lei e decreto não são a mesma coisa, são atos normativos distintos, com força e funções diferentes. Existe mesmo – pode-se dizer sem exagero – uma diferença abissal entre este e aquela, porquanto há uma hierarquia bem nítida, notadamente no Brasil, entre as normas jurídicas: a constituição, a lei complementar, a lei ordinária, o decreto, a portaria, a resolução, a instrução. É impossível, entretanto, discorrer sobre as minúcias de cada espécie desses atos no pequeno espaço de uma crônica, sendo, pois, assunto de artigo acadêmico para publicação especializada.

A despeito disso, importa saber que, na ordem hierárquica, a constituição é a base de toda a ordenação jurídica, superior a todas as leis, que não podem contrariá-la, sob pena de serem inconstitucionais (às vezes, às pessoas do povo dizem anticonstitucional, o que dá na mesma, embora não seja o nome técnico). Lei inconstitucional não se cumpre, pois não obriga nem desobriga ninguém, porque não tem validade. A lei, por sua vez, é superior ao decreto, que não pode contrariá-la, sob pena de ser ilegal e não ter validade. O decreto, por seu turno, é superior à portaria ou ato normativo similar. Há demais disso, obviamente, rígida hierarquia normativa entre a Constituição Federal, as constituições estaduais e as leis orgânicas municipais, respeitada a competência legislativa de cada ente federativo (União, estados, Distrito Federal e municípios).

No que concerne à lei e ao decreto, deve ficar claro que lei tem mais força normativa porque, para sua formação, concorrem conjuntamente o Poder Legislativo e o Poder Executivo. Aquele, formado por parlamentares, discute e aprova o projeto de lei, e este, encarnado pelo presidente da República, governador ou prefeito, mediante a sanção, transforma em lei o projeto de lei aprovado pelo Legislativo. O decreto tem menos força normativa (para garantia dos governados, assim deve ser visto) porque não passa pela discussão e aprovação legislativa, é simplesmente elaborado e assinado pelo presidente, governador ou prefeito, conforme o caso. O processo de formação da lei chama-se processo legislativo. O decreto não é submetido ao processo legislativo.

A mais importante, contudo, de todas as distinções entre a lei e o decreto é que a lei obriga a fazer ou deixar de fazer, e o decreto, não. É o princípio genérico da legalidade, previsto expressamente no artigo 5.º, inciso II, da Constituição Federal, segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar alguma coisa senão em virtude de lei”. Somente a lei pode inovar o Direito, ou seja, criar, extinguir ou modificar direitos e obrigações. No atual regime constitucional brasileiro, não se obriga nem desobriga a ninguém por decreto, nem mesmo pelo doutrinariamente chamado decreto autônomo, cuja discussão não cabe aqui.

Dentre as funções do decreto, a principal é a de regulamentar a lei, ou seja, descer às minúcias necessárias de pontos específicos, criando os meios necessários para fiel execução da lei, sem, contudo, contrariar qualquer das disposições dela ou inovar o Direito. Contrariando (sem querer contrariar) os que não gostam de latim ou até o odeiam com ódio consumado: o decreto só poderá ser secundum legem ou, no máximo, praeter legem; jamais poderá ser contra legem.

Professor Sandro Sá (Sandrinho).

ÉTICA – QUESTÕES DE PROVA – CESPE

ÉTICA – Prof°. Sandro Sá professorsandro@caminhodaspedras.net

(Cespe-SGA) Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.

01/119. Clóvis é um funcionário muito esforçado, mas seus vencimentos são insuficientes frente à demanda de gastos com um filho doente. Por isso, às vezes, Clóvis retira do almoxarifado de seu setor alguns materiais de consumo para o seu uso familiar. Nessa situação, Clóvis não infringe a ética, pois sua conduta é perfeitamente justificada e aceita socialmente.

02/120.  Geraldo, funcionário exemplar, é assíduo e pontual, preserva as informações sigilosas de que eventualmente toma conhecimento. Geraldo trabalha no atendimento ao público e, sempre que possível, facilita o acesso ao atendimento para outros funcionários, pois reconhece a necessidade de eles estarem logo de volta ao trabalho. Nessa situação, Geraldo apresenta conduta antiética ao privilegiar seus pares.

Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca da ética no serviço público, seguida de uma assertiva a ser julgada.

03/116 Tadeu, funcionário de um órgão de atendimento ao público, exerce suas atribuições com agilidade e correção e procura prioritariamente atender aqueles usuários mais necessitados, conforme sua avaliação. Nessa situação, Tadeu apresenta comportamento antiético, pois privilegia o atendimento de uns em detrimento de outros.

04/117 Maria das Graças, no exercício de cargo de gerência pública distrital, atenta às ordens de seus superiores, dá pronto atendimento a elas, mesmo tendo de estabelecer prazos inexeqüíveis para a execução das tarefas, impondo sobrecarga de trabalho a sua equipe. Nessa situação, Maria das Graças cumpre com ética o desempenho da função pública.

05/118 Adriana, competente nos aspectos técnicos e comportamentais, freqüentemente utiliza as prerrogativas de seu cargo público em razão de interesses pessoais. Nessa situação, Adriana faz uso dos direitos do funcionalismo público e age eticamente.

06/119 Márcio, servidor público, na certeza de que a sua ausência provoca danos ao trabalho e reflete negativamente em todo o sistema do órgão, é assíduo, pontual e produtivo. Nessa situação, Márcio apresenta conduta ética adequada ao serviço público.

07/120 Francisco, no exercício de cargo público, presenciou fraude praticada por seu chefe imediato no ambiente organizacional. Nessa situação, por ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos, Francisco agiu corretamente ao delatar seu chefe aos superiores.

(Cespe-ANCINE-) De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor do Poder Executivo Federal julgue os itens a seguir.
08/51. Não é vedado ao servidor público deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance para o adequado desempenho de suas atividades.
09/52. Somente em casos especiais, os órgãos e entidades da administração pública federal direta, indireta, autárquica e fundacional poderão criar comissões de ética com o intuito de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público.

(Cespe- – MI) O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal estabelece, entre os deveres fundamentais dos que exercem função ou emprego público, a  obrigação de exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário. Além disso, exige desse servidor ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade de seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum.
Considerando esses e outros dispositivos do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, julgue os itens seguintes.
10/46. O código pressupõe que a posse de determinados atributos morais seja condição essencial para o exercício de funções públicas, exigência que não elimina, contudo, a competência profissional e o zelo no desempenho de seu trabalho.
11/47. Tomar decisões é prerrogativa de superiores hierárquicos, sobre os quais recai a responsabilidade por atos e atitudes que, de alguma forma, possam lesar o interesse público e macular a imagem do órgão público em que atua.
12/48. Retardar uma decisão é atitude legítima, diz o código, porque, muitas vezes, a procrastinação é a forma mais adequada para se chegar a um resultado satisfatório para o servidor, o órgão no qual trabalha e o próprio cidadão.
13/49. Ainda que de maneira sutil, o código distingue servidor de carreira e ocupante de cargos de confiança, de modo que, sobre o primeiro, recaem exigências de conduta ética que não podem ser legalmente feitas ao segundo.
14/50. Transparece no código a idéia segundo a qual é indissociável a conduta pessoal e profissional do servidor e a imagem da administração pública, de modo que a honorabilidade dos serviços públicos não pode prescindir da ação moral e eticamente inatacável de quem neles atua

(Cespe-MPE-RR) Os fundamentos da ética estão na consciência do ser humano, de maneira a se construir a dignidade de cada pessoa. Com relação a ética no serviço público, julgue os itens a seguir.

15/31 O servidor deve omitir a verdade a outra pessoa quando estiver em jogo o interesse da administração pública.

16/32 Atrasos na prestação de serviços não caracterizam dano moral aos usuários.

17/33 É vedado ao servidor, no exercício da função pública, alterar o teor de documentos que deva encaminhar, mesmo que eles possam trazer prejuízos a terceiros.

18/34 É dever do servidor público guardar sigilo sobre assuntos da repartição que envolvam questões relativas à segurança da sociedade.

19/35 O servidor público pode retirar da repartição documento pertencente ao patrimônio público, sem prévia autorização da autoridade competente, se exercer cargo de confiança ou função à qual este documento esteja relacionado.

UnB/CESPE – ANATEL Caderno ALFA

Cargo 16: Técnico Administrativo 2009

Tenhamos a Constituição Federal como nosso primeiro e maior código geral de ética e, a partir de seu real conhecimento, inauguremos um processo fecundo de educação para a moralidade institucional. Isso não tem nada de lírico, escolar, nefelibático, pois não falamos da educação formal, da sala de aula, mas da educação informal, da sala de casa. É a grande mídia a responsável por direcionar seus formadores de opinião, com a adequada precisão conceitual, apresentando incessantemente as posturas e imposturas de moralidade institucional, para que nosso universo cotidiano elimine as corrupções, não por bandeira, mas por total inadequação ao nosso caráter. Respiremos para sobreviver até o momento muito próximo em que a não corrupção deixará de ser um discurso político de verão, para ser uma obviedade cívica.

Hamilton Rangel Junior. Constituição: um suficiente código de ética – teoria e prática.

In: Revista Brasileira de Direito Constitucional, n.º 9, jan.-jun./2007 (com adaptações).

Quanto ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, julgue os itens a seguir.

20/36 A moralidade da administração pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é sempre a manutenção da ordem constitucional. Bem comum.

21/37 É o equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, que consolida a moralidade do ato administrativo.

22/38 Tanto no exercício do cargo ou função quanto fora dele, a dignidade, o pudor(decoro), a eficácia, o zelo e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público, já que refletirão a ideologia do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes devem ser direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.

23/39 O referido código de ética criou o Tribunal de Ética, incumbindo-o de fornecer, aos organismos encarregados da  execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público.

24/40 Compete ao Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal contribuir para a implementação de políticas públicas, tendo a transparência e o acesso à informação como instrumentos fundamentais para o exercício de gestão da ética pública.

UnB/CESPE – ANATEL 2009- nível superior.

25/41 O servidor público (ANATEL) deve pautar sua conduta por normas que possibilitem a associação da ética com a prática cotidiana, de maneira que possa ser por elas orientado no exercício de suas atividades. Cabe, portanto, ao servidor, entre outras medidas, comunicar imediatamente a seus superiores hierárquicos todo e qualquer ato ou fato contrário aos interesses da instituição, bem como denunciar a prática de atividades heterodoxas em seu ambiente de trabalho.

26/42 A conduta dos servidores públicos (ANATEL) deve estar comprometida com os postulados de legalidade, eficiência e impessoalidade. Isso significa que suas atividades devem ser desempenhadas dentro dos limites legais, de forma célere, racional e econômica, e que seu relacionamento com colegas, superiores hierárquicos e com o público deve ser marcado pela impessoalidade, neutralidade, imparcialidade e distanciamento.

27/43 Deve o servidor público (ANATEL) preservar o sigilo de informações privilegiadas das quais tenha conhecimento, bem como abster-se de divulgar, por qualquer meio, críticas a colegas, superiores, subordinados hierárquicos ou à instituição.

Acerca do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, julgue os itens a seguir.

28/44 A publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar, sendo ressalvados, apenas, os casos de segurança nacional e investigações policiais.

29/45 O trabalho que o servidor público desenvolve perante a comunidade é um acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que este é também um cidadão, integrante da sociedade. Em decorrência, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio, e sua remuneração, custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator de legalidade.

30/46 O servidor público deve saber que causará dano moral quando tratar mal uma pessoa que paga tributos direta ou indiretamente, bem como quando deixar qualquer pessoa à espera de solução que compita ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço. Isso não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.

31/47 O servidor público deve abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, ainda que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei. Deve, isto sim, exercer as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, com estrita moderação, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos.

32/48 O servidor da público (ANATEL) deve ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos. Para que isso ocorra, deve ele ser probo, reto, leal, justo e cortês, respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e mais vantajosa para a Administração Pública (ANATEL), aperfeiçoando, com isso, o processo de comunicação corporativa.

33/49 São deveres dos titulares de entidade ou órgão da administração pública federal, direta e indireta: conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética conforme processo coordenado pela Comissão de Ética Pública, bem como assegurar as condições de trabalho para que as comissões de ética cumpram suas funções, inclusive para que do exercício das atribuições de seus integrantes não lhes resulte qualquer prejuízo ou dano.

34/50 A proteção à honra e à imagem da pessoa investigada, a proteção à identidade do denunciante — que deve ser mantida sob reserva, se este assim o desejar —, bem como a independência e imparcialidade dos seus membros na apuração dos fatos são princípios que devem ser observados pelas comissões de ética em seus trabalhos.

35. O servidor público deve abster-se de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo não cometendo qualquer violação expressa à lei.

36.1. Os conceitos de ética e moral confundem-se, pois ambas são ciências que possuem a mesma origem etimológica.

37.2.  Ética designa o conjunto dos princípios, normas, imperativos ou idéias morais de uma época ou de uma sociedade determinadas.

38.4.  No estudo da ética a virtude é essencial, sem a qual não se consegue desenvolver a disciplina comportamental em sociedade.

39.5. A ética profissional deve ser estimada e desempenhada com hipo rigorosidade adotando-a imediatamente depois do código de ética específico da instituição uma vez que este tratará de normas aplicáveis aos seus próprios empregados.

40.6. Os padrões éticos dos servidores públicos resultam de sua própria natureza, ou seja, de caráter público, e em sua relação com o público.

41.7. A consciência ética é aprendida pelo ser humano, logo, a ética na Administração Pública deve ser desenvolvida junto aos agentes públicos ocasionando uma mudança na Administração Pública que deve ser sentida pelo contribuinte que dela se utiliza diariamente.

42.8. A falta de ética no serviço público não tem nada a ver com legalidade, uma vez que a ética não é regra imposta por lei e sim padrões estabelecidos pela sociedade.

Gabarito:

01.E    11.E    21.C    31.C    41.C

02.C    12.E    22.E    32.E     42.E

03.C    13.E    23.E    33.C

04.E    14.C    24.C    34.C

05.E    15.E    25.E     35.C

06.C    16.E    26.E    36.E

07.C    17.C    27.C    37.E

08.E    18.C     28.E    38.C

09.E    19.E     29.C    39.E

10.C    20.E     30.C    40.C

ÉTICA – QUESTÕES DE PROVA – CESP E ESAF

PROF°. SANDRO SÁ (ÉTICA PROFISSIONAL – PODER EXECUTIVO).

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PROFESSORSANDRINHO@GMAIL.COM

PROFESSORSANDRO@CAMINHODASPEDRAS.NET

Com relação ao Código de Ética Profissional do Servidor Público, julgue os itens que se seguem.

1 • O servidor público não pode desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, o servidor público tem que decidir entre o legal e o ilegal, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, bem como entre o honesto e o desonesto.

2 • Age contra a ética ou pratica ato de desumanidade o servidor público que deixa, de forma injustificada, uma pessoa à espera de solução cuja competência é do setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço.

3 • Uma ética deontológica é aquela construída sobre o princípio do dever.

4 • A ética ocupa-se basicamente de questões subjetivas, abstratas e essencialmente de interesse particular do indivíduo.

5 • A habilidade de prestar um bom atendimento é atributo inerente a quem presta o serviço, não podendo, portanto, ser adquirida em ações de treinamento.

6 • Quando a organização tem credibilidade no mercado, sua imagem independe da qualidade do atendimento prestado por seus empregados.

7 • A qualidade do atendimento ao público fundamenta-se na prestação da informação correta, na cortesia do atendimento, na brevidade da resposta e no ambiente adequado para a realização desse atendimento.

8 • O atendimento ao público, para que seja considerado de qualidade, implica a satisfação de todas as necessidades do cliente.

9 • A ação de um gestor público que habitualmente tenha atitudes de menosprezo pelo trabalho de seus colaboradores e lhes atribua tarefas com prazos inviáveis caracteriza falta de ética no trabalho.

10 • O assédio moral caracteriza uma relação antiética em que um empregado geralmente é exposto a situações humilhantes e constrangedoras no trabalho.

11 • O trabalho de relações públicas pode ser realizado com qualidade quando se fundamenta tanto no modelo de atendimento humano quanto no modelo automatizado.

12 • Os códigos de ética determinam o comportamento dos agrupamentos humanos e, por essa razão, cada profissão pode ter seu próprio código.

13 • O comportamento profissional é influenciado pela ética e pelo aprendizado contínuo e pode variar de indivíduo para indivíduo.

14 • Atender plenamente ao código de ética da empresa é condição necessária e suficiente para que um profissional seja eficiente e eficaz.

15 • É vedado ao servidor público receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para o cumprimento da sua missão ou para, com a mesma finalidade, influenciar outro servidor.

16 • Em todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta, deve existir uma comissão de ética encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com o patrimônio público; de julgar infrações e determinar punições, advertências e censuras administrativas cabíveis; bem como de aplicar multas e de executar a liquidação extrajudicial do patrimônio particular dos indiciados.

17 •   A respeito da palavra ética, julgue o item a seguir.

A palavra “ética” é derivada do grego ethos e significa “modo de ser” ou “caráter” o que implica, necessariamente, um juízo de valor sobre os desvios atávicos da conduta do homem em sociedade.

18 • Com relação ao Código de Ética Profissional do Servidor Público, julgue os itens que se seguem.

As decisões da comissão de ética, após análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado, devem ser resumidas no Relatório de Desconformidade e, com a menção explícita dos nomes dos interessados, divulgadas no próprio órgão, bem como remetidas às demais comissões de ética, criadas com o fito de formação da consciência ética na prestação de serviços públicos.

19 • Com relação ao Código de Ética Profissional do Servidor Público, julgue os itens que se seguem.

A comissão de ética não pode se eximir de fundamentar o julgamento da falta de ética do servidor público concursado, mas, não tendo como fazê-lo no caso do prestador de serviços contratado, cabe a ela, em tais circunstâncias, alegar a inexistência de previsão dessa situação no código.

20 • De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal:

I. o servidor público, quando estiver diante de mais de uma opção, deve escolher aquela que melhor atenda aos interesses do governo.

II. os atos da vida privada do servidor público poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

III. a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, salvo nos casos em que, nos termos da lei, deva-se manter o sigilo.

IV. os registros sobre a conduta ética do servidor público devem ser fornecidos aos órgãos encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, para fins de instruir e fundamentar promoções.

V. servidor público é todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal.

Estão corretas:

  • a) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • b) apenas as afirmativas I, II, III e IV.
  • c) apenas as afirmativas I, II, III e V.
  • d) apenas as afirmativas I, II, IV e V.
  • e) apenas as afirmativas II, III, IV e V.

21 • De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, é vedado ao servidor público:

I. retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, bem pertencente ao patrimônio público.

II. efetuar determinado investimento que, em face de informação obtida em razão do cargo e ainda não divulgada publicamente, sabe que será altamente lucrativo.

III. participar de organização que atente contra a dignidade da pessoa humana.

IV. representar contra o seu superior hierárquico, perante a Comissão de Ética.

V. nomear, para exercer um cargo público, parente aprovado em concurso público para esse mesmo cargo.

Estão corretas:

  • a) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • b) apenas as afirmativas I, II, III e IV.
  • c) apenas as afirmativas I, II, III e V.
  • d) apenas as afirmativas II, III, IV e V.
  • e) apenas as afirmativas I, II e III.

22 • Ética no setor público pode ser qualificada como:

I. atuação de acordo com a confiança que a sociedade deposita nos agentes públicos.

II. conjunto de valores e regras estabelecidos com a finalidade de orientar a conduta dos servidores públicos.

III. observância de valores como honestidade, dignidade, integridade, cortesia e zelo, entre outros.

IV. transparência dos atos praticados, de modo a proporcionar aos cidadãos o conhecimento das razões que levaram à adoção de decisão do interesse público, num sentido ou noutro.

V. não revelar a verdade que contrarie os interesses do governo.

Estão corretas:

  • a) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • b) apenas as afirmativas I, II, III e IV.
  • c) apenas as afirmativas II, III, IV e V.
  • d) apenas as afirmativas II, III e IV.
  • e) apenas as afirmativas IV e V.

23 • As infrações de natureza ética apuradas pelas comissões de ética previstas no Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal

  • a) não podem ser informadas a outros órgãos encarregados de apuração de infração disciplinar ou criminal, mesmo que sejam de natureza grave.
  • b) devem ficar restritas ao âmbito da própria comissão, sob pena de configurar um bis in idem.
  • c) devem ser informadas ao órgão encarregado da execução do quadro de carreira do servidor infrator, para o efeito de instruir e fundamentar promoções.
  • d) não podem ser sancionadas com a pena de censura ética se o processo de apuração não tiver observado o contraditório e a ampla defesa, com todos os meios de prova assegurados em direito, inclusive testemunhal e pericial.
  • e) não podem ser objeto de qualquer recurso.

24 • Para os fins do Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, entende-se por servidor público:

I. os servidores públicos titulares de cargo efetivo.

II. os titulares de cargo em comissão.

III. os empregados de sociedades de economia mista.

IV. os que, temporariamente, prestam serviços à Administração Pública Federal, desde que mediante retribuição financeira.

Estão corretos os itens:

  • a) I, II, III e IV
  • b) II, III e IV
  • c) I, III e IV
  • d) I, II e IV
  • e) I, II e III

25 • As decisões das comissões de ética previstas no Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal

I. devem ter ampla divulgação, inclusive com o nome do servidor infrator, para que sirvam de exemplo e medida educativa.

II. devem ser resumidas em ementas, omitindo-se os nomes dos interessados.

III. devem ser encaminhadas, se for o caso, à entidade fiscalizadora do exercício profissional na qual o servidor público infrator estiver inscrito.

IV. quando resumidas em ementas, devem ser encaminhadas às demais comissões de ética.

Estão corretos os itens:

  • a) I, II e III
  • b) II, III e IV
  • c) I, III e IV
  • d) I, II e IV
  • e) I, II, III e IV

26 • As comissões de ética previstas no Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal

  • a) não podem instaurar, de ofício, processo destinado a apurar infração de natureza ética, cometida por servidor do órgão ou entidade a que pertençam.
  • b) podem conhecer de representação, formulada por entidade associativa regularmente constituída, contra servidor público, por violação a norma ético profissional.
  • c) não podem conhecer de representação formulada contra o órgão ou entidade a que pertençam, porque a representação tem de ser feita contra servidor.
  • d) não têm por função conhecer de consulta sobre norma ético-profissional.
  • e) têm competência para aplicar a pena de advertência.

27 • Não têm a obrigação de constituir as comissões de ética previstas no Decreto nº 1.171/1994 (Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal):

  • a) as autarquias federais.
  • b) as empresas públicas federais.
  • c) as sociedades de economia mista.
  • d) os órgãos do Poder Judiciário.
  • e) os órgãos e entidades que exerçam atribuições delegadas pelo poder público.

28 • De acordo com o Decreto nº 1.171/1994 (Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é vedado ao servidor público:

I. valer-se do cargo para lograr proveito pessoal.

II. desviar servidor público para atendimento a interesse particular.

III. fazer uso, em benefício próprio, de informação privilegiada obtida em razão do cargo.

IV. manter consigo, fora da repartição onde exerce suas funções, o computador portátil (notebook) que recebeu para uso no interesse do serviço.

Estão corretos os itens:

  • a) I, II e III
  • b) II, III e IV
  • c) I, III e IV
  • d) I, II e IV
  • e) I, II, III e IV

29 • De acordo com o Decreto nº 1.171/1994 (Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), são deveres fundamentais do servidor público:

I. tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público.

II. omitir a verdade sobre fato que prejudique a Administração e beneficie o cidadão.

III. ser assíduo e freqüente ao serviço.

IV. facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito.

Estão corretos os itens:

  • a) I, II e III
  • b) II, III e IV
  • c) I, III e IV
  • d) I, II e IV
  • e) I, II, III e IV

30 • Estão subordinados ao Código de Conduta Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto n. 1.171, de 22.6.1994:

I. os empregados das empresas públicas federais.

II. os empregados das empresas privadas que prestam serviços aos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal mediante contrato de prestação de serviços (serviços terceirizados, tais como segurança, limpeza, etc.).

III. os que prestam serviço de natureza temporária na Administração Pública federal direta, sem remuneração.

IV. os servidores do Poder Legislativo.

V. os servidores do Poder Judiciário.

Estão corretas

  • a) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • b) apenas as afirmativas I, IV e V.
  • c) apenas as afirmativas I e III.
  • d) apenas as afirmativas I, II e III.
  • e) nenhuma das afirmativas está correta.

31 • As comissões de ética previstas no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto n. 1.171, de 22.6.1994:

I. devem orientar os servidores do respectivo órgão ou entidade sobre a ética no serviço público.

II. podem instaurar, de ofício ou mediante representação, processo destinado a apurar infração de natureza ética, cometida por servidor do órgão ou entidade a que pertençam.

III. podem conhecer de consulta formulada por jurisdicionado administrativo, sobre determinado assunto cuja análise seja recomendável para resguardar o exercício da função pública.

IV. devem informar aos organismos encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os registros relativos às infrações de natureza ética apuradas.

V. têm competência para aplicar a pena de censura ao faltoso.

Estão corretas

  • a) apenas as afirmativas I, II, IV e V.
  • b) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • c) apenas as afirmativas I, II, III, e V.
  • d) apenas as afirmativas I, II e V.
  • e) apenas as afirmativas II e III.

32 • De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto n. 1.171, de 22.6.1994, são deveres fundamentais do servidor público:

I. abster-se de exercer as prerrogativas funcionais do cargo de forma contrária aos legítimos interesses dos usuários do serviço público.

II. quando estiver diante de mais de uma opção, escolher aquela que melhor atenda aos interesses do governo.

III. exigir de seus superiores hierárquicos as providências cabíveis relativas a ato ou fato contrário ao interesse público que tenha levado ao conhecimento deles.

IV. facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito.

V. materializar os princípios éticos mediante a adequada prestação dos serviços públicos.

Estão corretas

  • a) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • b) apenas as afirmativas I, III, IV e V
  • c) apenas as afirmativas I, II, IV e V.
  • d) apenas as afirmativas I e IV.
  • e) apenas as afirmativas I, IV e V.

33 • De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto n. 1.171, de 22.6.1994, é vedado ao servidor público:

I. receber gratificação financeira para o cumprimento de sua missão.

II. ser sócio de empresa que explore jogos de azar não-autorizados.

III. informar, a um seu amigo de muitos anos, do conhecimento que teve, em razão das funções, de uma minuta de medida provisória que, quando publicada, afetará substancialmente as aplicações fi nanceiras desse amigo.

IV. permitir que simpatias ou antipatias interfiram no trato com o público.

V. ser, em função do seu espírito de solidariedade, conivente com seu colega de trabalho que cometeu infração de natureza ética.

Estão corretas:

  • a) apenas as afirmativas I, II, IV e V.
  • b) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • c) apenas as afirmativas I, II, III, e V.
  • d) apenas as afirmativas I, II e V.
  • e) apenas as afirmativas I e II.

34 • O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto n. 1.171, de 22.6.1994, exalta alguns valores que devem ser observados no exercício da função pública, a saber:

I. verdade, como um direito do cidadão, ainda que contrária aos seus interesses ou da Administração.

II. dignidade, que deve estar refletida em comportamentos e atitudes direcionados à preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.

III. moralidade, representada pelo equilíbrio entre a legalidade e a finalidade do ato.

IV. decoro, que deve ser mantido pelo servidor não apenas no local de trabalho, mas, também, fora dele.

V. cortesia, boa vontade e respeito pelo cidadão que paga os seus tributos.

Estão corretas

  • a) apenas as afirmativas II, III, IV e V.
  • b) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • c) apenas as afirmativas I, II, III e V.
  • d) apenas as afirmativas I, III, IV e V.
  • e) apenas as afirmativas III, IV e V.

35 • De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto n. 1.171, de 22.6.1994 “o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4o, da Constituição Federal”. Esse enunciado expressa

  • a) o princípio da legalidade na Administração Pública.
  • b) a regra da discricionariedade dos atos administrativos.
  • c) a impossibilidade de um ato administrativo, praticado de acordo com a lei, ser impugnado sob o aspecto da moralidade.
  • d) um valor ético destinado a orientar a prática dos atos administrativos.
  • e) que todo ato legal é também justo.

36 • Ética no Setor Público pode ser qualificada como:

I. agir de acordo com o que está estabelecido em lei e, também, com os valores de justiça e honestidade.

II. responsabilidade do servidor público por aquilo que fez e, também, por aquilo que não fez mas que deveria ter feito.

III. equilíbrio entre a legalidade e finalidade do ato administrativo, visando à consolidação da moralidade administrativa.

IV. não omitir a verdade, ainda que contrária aos interesses da Administração.

V. respeito ao cidadão, não protelando o reconhecimento dos seus direitos nem criando exigências além das estritamente necessárias.

Estão corretas:

  • a) apenas as afirmativas I e V.
  • b) apenas as afirmativas I, III e V.
  • c) apenas as afirmativas III e V.
  • d) apenas as afirmativas II e V.
  • e) as afirmativas I, II, III, IV e V.

37 • De acordo com o Decreto n. 1.171/1994 (Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é vedado ao servidor público:

I. determinar a um servidor que lhe é subordinado que vá ao banco pagar suas contas pessoais (contas do mandante).

II. informar a um amigo sobre ato de caráter geral que está para ser publicado, cujo teor o beneficia (o amigo), mas que ainda é considerado assunto reservado no âmbito da Administração Pública.

III. exercer atividade no setor privado.

IV. ser membro de organização que defende a utilização de crianças como mão-de-obra barata.

V. representar contra seus superiores hierárquicos.

Estão corretas:

  • a) apenas as afirmativas I, II e IV.
  • b) as afirmativas I, II, III, IV e V.
  • c) apenas as afirmativas I e IV.
  • d) apenas as afirmativas I, II, IV e V.
  • e) apenas as afirmativas II e IV

GABARITO

1-C

2-C

3-C

4-E

5-E

6-E

7-C

8-E

9-C

10-C

11-C

12-C

13-C

14-E

15-C

16-E

17-E

18-E

19-E

20-E

21-E

22-B

23-C

24-E

25-B

26-B

27-D

28-A

29-C

30-D

31-B

32-E

33-B

34-B

35-D

36-E

37-A

ÉTICA – DECRETO 6.029/07

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 6.029, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2007.
Institui Sistema de Gestão da Ética do Poder
Executivo Federal, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI,
alínea “a”, da Constituição,
DECRETA:
Art. 1o Fica instituído o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal com a
finalidade de promover atividades que dispõem sobre a conduta ética no âmbito do Executivo
Federal, competindo-lhe:
I – integrar os órgãos, programas e ações relacionadas com a ética pública;
II – contribuir para a implementação de políticas públicas tendo a transparência e o acesso à
informação como instrumentos fundamentais para o exercício de gestão da ética pública;
III – promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a compatibilização e interação de normas,
procedimentos técnicos e de gestão relativos à ética pública;
IV – articular ações com vistas a estabelecer e efetivar procedimentos de incentivo e
incremento ao desempenho institucional na gestão da ética pública do Estado brasileiro.
Art. 2o Integram o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal:
I – a Comissão de Ética Pública – CEP, instituída pelo Decreto de 26 de maio de 1999;
II – as Comissões de Ética de que trata o Decreto no 1.171, de 22 de junho de 1994; e
III – as demais Comissões de Ética e equivalentes nas entidades e órgãos do Poder Executivo
Federal.
Art. 3o A CEP será integrada por sete brasileiros que preencham os requisitos de idoneidade
moral, reputação ilibada e notória experiência em administração pública, designados pelo
Presidente da República, para mandatos de três anos, não coincidentes, permitida uma única
recondução.
§ 1o A atuação no âmbito da CEP não enseja qualquer remuneração para seus membros e
os trabalhos nela desenvolvidos são considerados prestação de relevante serviço público.
§ 2o O Presidente terá o voto de qualidade nas deliberações da Comissão.
§ 3o Os mandatos dos primeiros membros serão de um, dois e três anos, estabelecidos no
decreto de designação.
Art. 4o À CEP compete:
I – atuar como instância consultiva do Presidente da República e Ministros de Estado em
matéria de ética pública;
II – administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal, devendo:
a) submeter ao Presidente da República medidas para seu aprimoramento;
b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas, deliberando sobre casos omissos;
c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em desacordo com as normas nele
previstas, quando praticadas pelas autoridades a ele submetidas;
III – dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal de que trata o Decreto no 1.171, de 1994;
IV – coordenar, avaliar e supervisionar o Sistema de Gestão da Ética Pública do Poder
Executivo Federal;
V – aprovar o seu regimento interno; e
VI – escolher o seu Presidente.
Parágrafo único. A CEP contará com uma Secretaria-Executiva, vinculada à Casa Civil da
Presidência da República, à qual competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos trabalhos da
Comissão.
Art. 5o Cada Comissão de Ética de que trata o Decreto no 1171, de 1994, será integrada por três
membros titulares e três suplentes, escolhidos entre servidores e empregados do seu quadro permanente,
e designados pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão, para mandatos não coincidentes de
três anos.
Art. 6o É dever do titular de entidade ou órgão da Administração Pública Federal, direta e
indireta:
I – assegurar as condições de trabalho para que as Comissões de Ética cumpram suas funções,
inclusive para que do exercício das atribuições de seus integrantes não lhes resulte qualquer prejuízo
ou dano;
II – conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética conforme processo coordenado
pela Comissão de Ética Pública.
Art. 7o Compete às Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o:
I – atuar como instância consultiva de dirigentes e servidores no âmbito de seu respectivo
órgão ou entidade;
II – aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal, aprovado pelo Decreto 1.171, de 1994, devendo:
a) submeter à Comissão de Ética Pública propostas para seu aperfeiçoamento;
b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e deliberar sobre casos omissos;
c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em desacordo com as normas éticas
pertinentes; e
d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou entidade a que estiver
vinculada, o desenvolvimento de ações objetivando a disseminação, capacitação e treinamento
sobre as normas de ética e disciplina;
III – representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do Poder Executivo Federal
a que se refere o art. 9o; e
IV – supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e
comunicar à CEP situações que possam configurar descumprimento de suas normas.
§ 1o Cada Comissão de Ética contará com uma Secretaria-Executiva, vinculada
administrativamente à instância máxima da entidade ou órgão, para cumprir plano de trabalho por
ela aprovado e prover o apoio técnico e material necessário ao cumprimento das suas atribuições.
§ 2o As Secretarias-Executivas das Comissões de Ética serão chefiadas por servidor ou
empregado do quadro permanente da entidade ou órgão, ocupante de cargo de direção compatível
com sua estrutura, alocado sem aumento de despesas.
Art. 8o Compete às instâncias superiores dos órgãos e entidades do Poder Executivo
Federal, abrangendo a administração direta e indireta:
I – observar e fazer observar as normas de ética e disciplina;
II – constituir Comissão de Ética;
III – garantir os recursos humanos, materiais e financeiros para que a Comissão cumpra com
suas atribuições; e
IV – atender com prioridade às solicitações da CEP.
Art. 9o Fica constituída a Rede de Ética do Poder Executivo Federal, integrada pelos
representantes das Comissões de Ética de que tratam os incisos I, II e III do art. 2o, com o objetivo
de promover a cooperação técnica e a avaliação em gestão da ética.
Parágrafo único. Os integrantes da Rede de Ética se reunirão sob a coordenação da
Comissão de Ética Pública, pelo menos uma vez por ano, em fórum específico, para avaliar o
programa e as ações para a promoção da ética na administração pública.
Art. 10. Os trabalhos da CEP e das demais Comissões de Ética devem ser desenvolvidos
com celeridade e observância dos seguintes princípios:
I – proteção à honra e à imagem da pessoa investigada;
II – proteção à identidade do denunciante, que deverá ser mantida sob reserva, se este assim
o desejar; e
III – independência e imparcialidade dos seus membros na apuração dos fatos, com as
garantias asseguradas neste Decreto.
Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de direito privado, associação ou
entidade de classe poderá provocar a atuação da CEP ou de Comissão de Ética, visando à
apuração de infração ética imputada a agente público, órgão ou setor específico de ente estatal.
Parágrafo único. Entende-se por agente público, para os fins deste Decreto, todo aquele que,
por força de lei, contrato ou qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária, excepcional ou eventual, ainda que sem retribuição financeira, a órgão ou entidade da
administração pública federal, direta e indireta.
Art. 12. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado no Código
de Conduta da Alta Administração Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público
Civil do Poder Executivo Federal será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia
fundamentada, respeitando-se, sempre, as garantias do contraditório e da ampla defesa, pela
Comissão de Ética Pública ou Comissões de Ética de que tratam o incisos II e III do art. 2º,
conforme o caso, que notificará o investigado para manifestar-se, por escrito, no prazo de dez
dias.
§ 1o O investigado poderá produzir prova documental necessária à sua defesa.
§ 2o As Comissões de Ética poderão requisitar os documentos que entenderem necessários
à instrução probatória e, também, promover diligências e solicitar parecer de especialista.
§ 3o Na hipótese de serem juntados aos autos da investigação, após a manifestação referida
no caput deste artigo, novos elementos de prova, o investigado será notificado para nova
manifestação, no prazo de dez dias.
§ 4o Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética proferirão decisão conclusiva e
fundamentada.
§ 5o Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das providências previstas no Código
de Conduta da Alta Administração Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil
do Poder Executivo Federal, as Comissões de Ética tomarão as seguintes providências, no que
couber:
I – encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função de confiança à
autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao órgão de origem, conforme o caso;
II — encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-Geral da União ou unidade
específica do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal de que trata o Decreto n o 5.480,
de 30 de junho de 2005, para exame de eventuais transgressões disciplinares; e
III – recomendação de abertura de procedimento administrativo, se a gravidade da conduta
assim o exigir.
Art. 13. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que esteja concluído, qualquer
procedimento instaurado para apuração de prática em desrespeito às normas éticas.
§ 1o Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da Comissão de Ética do
órgão ou entidade, os autos do procedimento deixarão de ser reservados.
§ 2o Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento acobertado por sigilo legal,
o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem detiver igual direito perante o
órgão ou entidade originariamente encarregado da sua guarda.
§ 3o Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam ser mantidos, as Comissões
de Ética, depois de concluído o processo de investigação, providenciarão para que tais
documentos sejam desentranhados dos autos, lacrados e acautelados.
Art. 14. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é assegurado o direito de saber o que
lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da acusação e de ter vista dos autos, no recinto das
Comissões de Ética, mesmo que ainda não tenha sido notificada da existência do procedimento
investigatório.
Parágrafo único. O direito assegurado neste artigo inclui o de obter cópia dos autos e de
certidão do seu teor.
Art. 15. Todo ato de posse, investidura em função pública ou celebração de contrato de
trabalho, dos agentes públicos referidos no parágrafo único do art. 11, deverá ser acompanhado da
prestação de compromisso solene de acatamento e observância das regras estabelecidas pelo
Código de Conduta da Alta Administração Federal, pelo Código de Ética Profissional do Servidor
Público Civil do Poder Executivo Federal e pelo Código de Ética do órgão ou entidade, conforme o
caso.
Parágrafo único . A posse em cargo ou função pública que submeta a autoridade às normas
do Código de Conduta da Alta Administração Federal deve ser precedida de consulta da
autoridade à Comissão de Ética Pública acerca de situação que possa suscitar conflito de
interesses.
Art. 16. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir decisão sobre matéria de
sua competência alegando omissão do Código de Conduta da Alta Administração Federal, do
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do Código de
Ética do órgão ou entidade, que, se existente, será suprida pela analogia e invocação aos
princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
§ 1o Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão de Ética competente deverá ouvir
previamente a área jurídica do órgão ou entidade.
§ 2o Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspectos éticos que lhe forem dirigidas
pelas demais Comissões de Ética e pelos órgãos e entidades que integram o Executivo Federal,
bem como pelos cidadãos e servidores que venham a ser indicados para ocupar cargo ou função
abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal.
Art. 17. As Comissões de Ética, sempre que constatarem a possível ocorrência de ilícitos
penais, civis, de improbidade administrativa ou de infração disciplinar, encaminharão cópia dos
autos às autoridades competentes para apuração de tais fatos, sem prejuízo das medidas de sua
competência.
Art. 18. As decisões das Comissões de Ética, na análise de qualquer fato ou ato submetido à
sua apreciação ou por ela levantado, serão resumidas em ementa e, com a omissão dos nomes
dos investigados, divulgadas no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à Comissão de Ética
Pública.
Art. 19. Os trabalhos nas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o são
considerados relevantes e têm prioridade sobre as atribuições próprias dos cargos dos seus
membros, quando estes não atuarem com exclusividade na Comissão.
Art. 20. Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal darão tratamento prioritário
às solicitações de documentos necessários à instrução dos procedimentos de investigação
instaurados pelas Comissões de Ética .
§ 1o Na hipótese de haver inobservância do dever funcional previsto no caput, a Comissão
de Ética adotará as providências previstas no inciso III do § 5o do art. 12.
§ 2o As autoridades competentes não poderão alegar sigilo para deixar de prestar informação
solicitada pelas Comissões de Ética.
Art. 21. A infração de natureza ética cometida por membro de Comissão de Ética de que
tratam os incisos II e III do art. 2o será apurada pela Comissão de Ética Pública.
Art. 22. A Comissão de Ética Pública manterá banco de dados de sanções aplicadas pelas
Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o e de suas próprias sanções, para fins
de consulta pelos órgãos ou entidades da administração pública federal, em casos de nomeação
para cargo em comissão ou de alta relevância pública.
Parágrafo único. O banco de dados referido neste artigo engloba as sanções aplicadas a
qualquer dos agentes públicos mencionados no parágrafo único do art. 11 deste Decreto.
Art. 23. Os representantes das Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o
atuarão como elementos de ligação com a CEP, que disporá em Resolução própria sobre as
atividades que deverão desenvolver para o cumprimento desse mister.
Art. 24. As normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal, do Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e do Código de Ética do órgão ou
entidade aplicam-se, no que couber, às autoridades e agentes públicos neles referidos, mesmo
quando em gozo de licença.
Art. 25. Ficam revogados os incisos XVII, XIX, XX, XXI, XXIII e XXV do Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto no 1.171, de
22 de junho de 1994, os arts. 2o e 3o do Decreto de 26 de maio de 1999, que cria a Comissão de Ética
Pública, e os Decretos de 30 de agosto de 2000 e de 18 de maio de 2001, que dispõem sobre a
Comissão de Ética Pública.
Art. 26. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 1º de fevereiro de 2007; 186o da Independência e 119o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Dilma Rousseff
Este texto não substitui o publicado no DOU de 2.2.2007

ÉTICA – DECRETO 1.171/94

Professor Sandrinho Sá ( professorsandrinho@caminhodaspedras.net)

Código de Ética Profissional do

Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal


CAPÍTULO I

Seção I

Das Regras Deontológicas

I – A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais

são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício

do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do

próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão

direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.

II – O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua

conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o

injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas

principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no

art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.

III – A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem

e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum. O

equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é

que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.

IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou

indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como

contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, como

elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como

conseqüência em fator de legalidade.

V – O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve

ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,

integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu

maior patrimônio

VI – A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se

integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos

verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou

diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

VII – Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse

superior do Estado e da Administração Pública, a serem preservados em

Decreto nº. 1.171/94

processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de

qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade,

ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum,

imputável a quem a negar.

VIII – Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la,

ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da

Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o

poder corruptivo do hábito do erro, da opressão, ou da mentira, que sempre

aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.

IX – A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público

caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus

tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma

forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público,

deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa

ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa

vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus

esforços para construí-los.

X – Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete

ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou

qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza

apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente

grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.

XI – 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus

superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a

conduta negligente Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios

tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência

no desempenho da função pública.

XII – Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de

desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas

relações humanas.

XIII – 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional,

respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber

colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o

crescimento e o engrandecimento da Nação.

Seção II

Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV – São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público

de que seja titular;

b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou

procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias,

principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na

prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de

evitar dano moral ao usuário;

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter,

escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais

vantajosa para o bem comum;

d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão

dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;

e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, aperfeiçoando o processo de

comunicação e contato com o público;

f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se

materializam na adequada prestação dos serviços públicos;

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a

capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público,

sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade,

cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma,

de causar-lhes dano moral;

h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra

qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder

Estatal;

i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes,

interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens

indevidas em decorrência de ações morais, ilegais ou aéticas e denunciá-las;

j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa

da vida e da segurança coletiva;

l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca

danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;

m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato

contrário ao interesse público, exigindo as providências cabíveis;

n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos

mais adequados à sua organização e distribuição;

o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do

exercício de suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum;

p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da

função;

q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação

pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;

r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as

tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível, com critério, segurança e

rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.

s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;

t) exercer, com estrita moderação, as prerrogativas funcionais que lhe sejam

atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos

usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos;

u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade

com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as

formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei;

v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência

deste Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento.

Seção III

Das Vedações ao Servidor Público

XV – E vedado ao servidor público;

a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e

influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem;

b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos

que deles dependam;

c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou

infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão;

d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito

por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu

conhecimento para atendimento do seu mister;

f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou

interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com os

jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou

inferiores;

g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda

financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer

espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua

missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para

providências;

i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em

serviços públicos;

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;

l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer

documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público;

m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu

serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;

o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a

honestidade ou a dignidade da pessoa humana;

p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos

de cunho duvidoso.

CAPÍTULO II

Das Comissões de Ética

XVI – Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta,

indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que

exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma

Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética

profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio

público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de

procedimento susceptível de censura.

XVII – (REVOGADO DECRETO 6.029/07)Cada Comissão de Ética, integrada por três servidores públicos e

respectivos suplentes, poderá instaurar, de ofício, processo sobre ato, fato ou

conduta que considerar passível de infringência a princípio ou norma ético profissional,

podendo ainda conhecer de consultas, denúncias ou

representações formuladas contra o servidor público, a repartição ou o setor

em que haja ocorrido a falta, cuja análise e deliberação forem recomendáveis

para atender ou resguardar o exercício do cargo ou função pública, desde que

formuladas por autoridade, servidor, jurisdicionados administrativos, qualquer

cidadão que se identifique ou quaisquer entidades associativas regularmente

constituídas.

XVIII – À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados da

execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta

Ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais

procedimentos próprios da carreira do servidor público.

XIX – (REVOGADO DECRETO 6.029/07)Os procedimentos a serem adotados pela Comissão de Ética, para a

apuração de fato ou ato que, em princípio, se apresente contrário à ética, em

conformidade com este Código, terão o rito sumário, ouvidos apenas o queixoso

e o servidor, ou apenas este, se a apuração decorrer de conhecimento de ofício,

cabendo sempre recurso ao respectivo Ministro de Estado.

XX – ( Revogado Decreto 6.029)Dada a eventual gravidade da conduta do servidor ou sua reincidência,

poderá a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão e respectivo expediente

para a Comissão Permanente de Processo Disciplinar do respectivo órgão, se

houver, e, cumulativamente, se for o caso, à entidade em que, por exercício

profissional, o servidor público esteja inscrito, para as providências

disciplinares cabíveis. O retardamento dos procedimentos aqui prescritos

implicará comprometimento ético da própria Comissão, cabendo à Comissão de

Ética do órgão hierarquicamente superior o seu conhecimento e providências.

XXI -(REVOGADO DECRETO 6.029/07) As decisões da Comissão de Ética, na análise de qualquer fato ou ato

submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão resumidas em ementa

e, com a omissão dos nomes dos interessados, divulgadas no próprio órgão, bem

como remetidas às demais Comissões de Ética, criadas com o fito de formação

da consciência ética na prestação de serviços públicos. Uma cópia completa de

todo o expediente deverá ser remetida à Secretaria da Administração Federal

da Presidência da República.

XXII – A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura

e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus

integrantes, com ciência do faltoso.

XXIII – (REVOGADO DECRETO 6.029/07)A Comissão de Ética não poderá se eximir de fundamentar o julgamento da

falta de ética do servidor público ou do prestador de serviços contratado,

alegando a falta de previsão neste Código, cabendo-lhe recorrer à analogia, aos

costumes e aos princípios éticos e morais conhecidos em outras profissões;

XXIV – Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por

servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato

jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional,

ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente

a qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas,

as entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia

mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

XXV – (REVOGADO DECRETO 6.029/07)Em cada órgão do Poder Executivo Federal em que qualquer cidadão

houver de tomar posse ou ser investido em função pública, deverá ser prestado,

perante a respectiva Comissão de Ética, um compromisso solene de acatamento

e observância das regras estabelecidas por este Código de Ética e de todos os

princípios éticos e morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes.

RP – TRAB. EM EQUIPE – QUESTÕES DE PROVA

TRABALHO EM EQUIPE  – exercícios

professorsandrinho@caminhodaspedras.net

1. Acerca da comunicação mantida, no ambiente de trabalho, entre chefias, colegas de trabalho e demais usuários dos serviços, julgue os itens a seguir.

I Nas conversas entre as pessoas, pode acontecer que o que se transmite não seja adequadamente entendido por aquele que recebe a mensagem.

II A postura física de uma pessoa pode dar a impressão de tristeza, o que constituiria uma comunicação não verbal.

III Ouvir o que o outro tem a dizer, selecionando o que interessa, de acordo com as próprias opiniões, facilita a comunicação.

IV Encontros entre as pessoas para a troca de idéias e sentimentos são importantes para a boa comunicação.

A quantidade de itens certos é igual a

A 1.

B 2.

C 3.

D 4.

1.2 Quanto às características das equipes eficazes, julgue os itens a seguir.

I – A informação flui livremente para cima, para baixo e para os lados, o compartilhamento é total, aberto e honesto.

II – O relacionamento entre as pessoas é confiante, respeitoso, colaborativo e de apoio.

III – Os conflitos são considerados naturais e até mesmo úteis em torno de questões e não de pessoas.

IV – As decisões são tomadas por consenso, utilizando de forma eficiente os recursos, e existe comprometimento total da equipe.

V – A ênfase nas decisões é dada em relação ao poder do líder da equipe ou por voto da maioria.

A quantidade de itens certos é igual a

(A) 1.    (B) 2.    (C) 3.     (D) 4.     (E) 5.

1.3 No trabalho, uns precisam dos outros; atua-se em grupo não só para satisfazer a própria necessidade, mas também às necessidades dos outros. Assim é correto afirmar que:

I – o ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa humana. É necessário haver entendimento mútuo entre as pessoas.

II – cada um deve conhecer a si mesmo e aos outros.

III – deve prevalecer, no trabalho, o espírito de equipe e a cooperação.

IV – o fruto do trabalho satisfaz a muitas necessidades humanas. O respeito mútuo leva à satisfação, e esta, à produtividade

A quantidade de itens certos é igual a

(A) 0.     (B) 1.     (C) 2.      (D) 3.      (E) 4.

1.4 Com relação a eficiência e a eficácia do trabalho em equipes, assinale a alternativa correta.

a) A eficácia do trabalho em equipe é resultante apenas do empenho individual.

b) A eficiência do trabalho em equipe é resultante apenas do empenho coletivo.

c) A eficácia e a eficiência do trabalho em equipe são resultantes do empenho individual e coletivo.

d) A eficácia e a eficiência do trabalho em equipe são resultantes apenas do empenho coletivo.

e) A eficácia e a eficiência do trabalho em equipe são resultantes apenas do empenho individual.

1.5 A pessoa receptiva em uma equipe

a) pede gentilmente que a outra pessoa descreva a situação como ela vê.

b) descreve a situação como ela vê.

c) relata como se sente em relação ao que está acontecendo.

d) descreve o comportamento que preferiria ver no outro.

e) relata como se sente em relação ao que está vendo.

2. Criticar faz parte da comunicação interpessoal. Quando o objetivo é influenciar pessoas no trabalho, saber criticar adequadamente é uma das habilidades interpessoais mais importantes a se desenvolver. A respeito desse assunto, julgue os itens que se seguem.

I Criticar auxilia as pessoas a apresentarem um desempenho adequado no trabalho.

II Receber uma crítica de forma ofensiva pode gerar conflitos no ambiente de trabalho.

III Dialogar em clima de respeito, tão logo os problemas ocorram, dificilmente reduz críticas inadequadas.

IV Criticar construtivamente consiste em fornecer informações objetivas acerca do comportamento profissional, independentemente de a pessoa criticada manter ou não uma atitude positiva em relação ao seu trabalho.

Estão certos apenas os itens

A I e II.

B I e III.

C II e IV.

D III e IV.QUESTÃO 29

3. Em relação ao trabalho em equipe, assinale a opção correta.

A Embora a atividade em equipe possa ser entendida como resultado de um esforço em conjunto, um único membro pode ser responsabilizado por um fracasso que, porventura, venha a ocorrer.

B Em um trabalho em equipe, é desnecessária a cooperação de todos para a realização dos serviços com qualidade.

C Trabalhar em grupo visando, principalmente, a benefício próprio é fator que dificulta o funcionamento adequado da equipe.

D O trabalho em equipe pode ser definido como aquele realizado por um grupo de pessoas que se aplicam a uma tarefa, sem terem, necessariamente, objetivos comuns.

4. É indispensável que o profissional tenha habilidades adequadas para o trabalho em equipe. Acerca das competências interpessoais no trabalho em equipe, julgue os itens a seguir.

I Saber expor as próprias opiniões é uma competência importante para o trabalho em equipe.

II Os pontos de vista dos integrantes da equipe de trabalho devem ser valorizados de acordo com quem os está expressando.

III Fazer concessões em nome do grupo é atitude a ser evitada no trabalho em equipe.

IV Discordar dos demais membros da equipe, desde que com critério, é atitude construtiva.

Estão certos apenas os itens

A I e II.

B I e IV.

C II e III.

D III e IV.

5. João, membro de uma equipe de trabalho, fala muito nas reuniões e, várias vezes, interrompe a fala dos outros antes que tenham acabado de apresentar suas idéias. Quando confrontado com esse tipo de comportamento, apontado pelos demais membros do grupo, irrita-se e entra em conflito com eles.

Considerando a situação hipotética apresentada, julgue os itens seguintes acerca de relações interpessoais no trabalho em equipe.

I Na situação apresentada, João, ao falar demasiadamente, mantém uma comunicação ineficaz com os demais membros da equipe.

II Uma maneira de João superar as divergências com os demais membros do grupo seria aprender a receber as observações sobre o seu comportamento sem uma reação emocional intensa.

III Os membros do grupo devem permanecer agindo da mesma forma em relação a João, mesmo que a convivência não seja pacífica.

IV A interferência da chefia no relacionamento entre João e os demais membros da equipe dificultaria o entendimento entre eles.

Estão certos apenas os itens

A I e II.

B I e III.

C II e IV.

D III e IV.

QUESTÃO 40

6. Equipes de trabalho, no decorrer de seu desenvolvimento, tendem a passar por mudanças que podem desencadear dificuldades de relações humanas. Em relação a esse assunto, assinale a opção incorreta.

A Em um grupo com bom funcionamento e união, a saída de um membro não provoca desequilíbrio na vida grupal, em nenhuma circunstância.

B Um grupo no qual seja praticada a solidariedade entre seus membros pode ter dificuldade em aceitar a inclusão de um novo elemento no grupo.

C Quando são raros os contatos entre chefias e subordinados, os problemas de relações humanas nas equipes de trabalho podem aumentar.

D Uma atitude construtiva para solucionar os problemas de relações no trabalho é procurar esclarecer as dificuldades e buscar as soluções.

7. 32 Considere-se que, durante os trabalhos, Natália tenha orientado sua equipe para traçar um perfil do público que iria receber o folheto e, depois, selecionar diagramas e fotografias adequados para esse público. Considere-se, ainda, que um colega da equipe tenha argumentado, em conversa com Natália, que a equipe não deveria gastar tempo e recursos nessa tarefa, a seu ver desnecessária. Nesse caso, a decisão de Natália é a mais adequada, pois é dever do servidor público ter cuidado ao tratar os usuários do serviço, aperfeiçoando os processos de comunicação e contato com o público.

UnB/CESPE – TST / 2008

Cargo 8: Técnico Judiciário – Área: Administrativa–

Considerando as diferenças entre treinamento e desenvolvimento de pessoas, julgue o seguinte item.

8. 94 Volume de reclamações de clientes, distância entre os resultados alcançados e os esperados, ocorrência de problemas de relacionamento com colegas, subordinados ou superiores hierárquicos, e inserção de novas tecnologias na organização são insumos para o planejamento de ações de desenvolvimento de pessoas. Para trabalhar em equipe, o servidor público deve apresentar comportamento adequado a essa forma de atuar.

Acerca das características que envolvem o trabalho em equipe, julgue os itens que se seguem.

9. 95 A confiança deve fazer parte das relações entre os membros das equipes de trabalho. Para estabelecê-la, cada membro deve agir com lealdade, coerência e integridade, e deve defender radicalmente suas próprias idéias no grupo, como forma de demonstrar competência e autoconfiança.

10. 96 Cada membro da equipe de trabalho deve responsabilizar-se pela organização e pelo sucesso de sua parte no trabalho, não sendo adequado se envolver nas tarefas dos colegas, uma vez que eles, sendo responsáveis por essas tarefas, serão cobrados pelos resultados que obtiverem.

Para trabalhar em equipe, o servidor público deve apresentar comportamento adequado a essa forma de atuar. Acerca das características que envolvem o trabalho em equipe, julgue os itens que se seguem.

11. 106 O trabalho em equipe deve ter como foco os objetivos individuais de cada um dos membros da equipe. O objetivo da equipe é a soma desses objetivos individuais.

12. 107 A experiência adquirida no tratamento de conflitos na equipe pode contribuir para o alcance dos objetivos do grupo.

13. 108 A confiança deve fazer parte das relações entre os membros das equipes de trabalho. Para estabelecê-la, cada membro deve agir com lealdade, coerência e integridade, e deve defender radicalmente suas próprias idéias no grupo, como forma de demonstrar competência e autoconfiança.

14. 109 Cada membro da equipe de trabalho deve responsabilizar-se pela organização e pelo sucesso de sua parte no trabalho, não sendo adequado se envolver nas tarefas dos colegas, uma vez que eles, sendo responsáveis por essas tarefas, serão cobrados pelos resultados que obtiverem.

GABARITO:

1.C     3.C    5.A      7.C       9.E      11.E      13.E

2.A     4.B    6.A      8.E      10.E     12.C      14.E

GABARITO COMPLEMENTAR

1.2 – D      1.3 – E    1.4 – C      1.5 – A

RP – QUESTÕES DE PROVA- CESPE

PROFESSOR SANDRO SÁ.

QUALIDADE EXERCÍCIOS.

Cespe. Polícia Federal

No que se refere à qualidade do atendimento ao público julgue os itens seguintes.

  1. Para o bom atendimento ao público, são necessários conhecimentos e habilidades, que podem ser treinados, adquiridos ou desenvolvidos.
  2. Em um atendimento de qualidade, busca-se satisfazer o público, tornar o atendimento gratificante apenas para quem o executa e manter valorizada a imagem da organização.
  3. A qualidade do atendimento é definida, principalmente, pela quantidade de informações que o atendente detém, pela presteza e urbanidade apresentados.
  4. Existem diferentes tipos de usuários, mas a maneira de se relacionar com eles deve ser sempre a mesma, pois as relações no atendimento ao público são padronizadas.

Cespe. TST.

Julgue os itens seguintes, relativos a qualidade de atendimento ao público.

  1. A queda do padrão de qualidade do atendimento ao público pode comprometer a imagem e a eficácia dos serviços de uma organização.
  2. O longo tempo de espera do cliente e a falta de cortesia na prestação de informações são os principais fatores indicadores da perda de qualidade do serviço de atendimento ao público.

Considere a seguinte situação:

  1. Um usuário, ao ser atendido em uma instituição pública, recebeu as informações solicitadas, de maneira pouco atenciosa por parte do atendente, o que causou descontentamento e queixas a respeito do atendimento. Nessa situação, a queixa é improcedente, pois o tipo de contato estabelecido pelo atendente, ou seja, com desatenção ao usuário, não caracteriza uma falha no atendimento no local de trabalho.
  2. Alexandre, gerente de atendimento de um órgão do Poder Judiciário, pauta sua gestão nos princípios de confiabilidade e fidedignidade da informação, atenção e cortesia nas relações interpessoais, discrição e objetividade no tratamento das necessidades e rapidez no atendimento. Nessa situação, é correto afirmar que os princípios que norteiam a conduta de Alexandre, como gestor, conferem eficiência e eficácia no atendimento ao público.
  3. Vera, servidora pública, exerce atividade de atendimento ao público em uma unidade do TRT. Vera conhece muito bem o funcionamento do seu setor de trabalho, procura manter-se atualizada com relação às inovações envolvidas em suas tarefas e está sempre bem-humorada, atendendo as pessoas com cordialidade e presteza. Nessa situação, o comportamento profissional apresentado por Vera é de alta qualidade.
  4. Marcos, técnico judiciário, trabalha no atendimento em um ambulatório. De modo geral, a clientela atendida por Marcos tem urgência do serviço e, na maioria das vezes, apresenta-se impaciente com a rotina estabelecida para a execução desse trabalho. Nessa situação, para Marcos prestar um bom atendimento, não basta sua boa comunicabilidade, boa apresentação pessoal e cortesia; ele deve ter atitude de discrição e conduta de tolerância com a clientela.

O atendimento ao público é um canal especializado por meio do qual a organização o que o que oferece a sociedade. A propósito desse assunto, julgue os itens a seguir.

11. É atribuição do atendente, buscar formas positivas de solucionar dificuldades dos clientes em sua relação coma organização.

12. Para bem atender as necessidades do público, é imprescindível que o atendente conheça detalhadamente cada setor da organização.

13. Para suprir eventuais falhas de informação, o atendente deve recorrer aos manuais, folhetos informativos e resoluções da sua organização.

Gabarito.

1-C

2-E

3-C

4-E

5-C

6-E

7-E

8-C

9-C

10-C

11-C

12-E

13-C

RP – MATERIAL PARA ESTUDO

PROFESSOR SANDRO SÁ (Sandrinho)

Dúvidas – professorsandro@caminhodaspedras.net

RELAÇÕES PÚBLICAS

Relações Públicas:

  • Qualidade – Qualidade no atendimento;
  • Comunicabilidade;
  • Trabalho em Equipe;

QUALIDADE:

A qualidade visa à satisfação do cliente e ou usuário dos serviços prestados (serviços públicos);

Tipos de atendimento com qualidade – Modelo Humano e automatizado;

Eras da garantia:

Década de 30/40 – Inspeção Final;

Década de 40/50 – Controle Estatístico;

Década de 50/60 – Qualidade e Auditoria;

Década de 80 – Qualidade de vida.

Qualidade – Melhoramento Contínuo (KAYZEN)

- A essência do Kayzen é simples e direta, significa melhoramento, mais ainda, melhoramento contínuo, envolvendo todos (dirigentes, gerentes, supervisores…)

- KAYZEN no Japão é uma palavra de uso diário repetidas múltiplas vezes.

PDCA – PLAN, DO, CHECK, ACTION (Planejar, fazer, checar e padronizar)

ISO – International Organization for Standartization.

É uma sigla de uma organização não governamental, elaboradora de normas internacionais fundada em 23/02/1947, com sede em Genebra na Suíça. Cerca de 91 países a integram. O Brasil participa da ISO, através da ABNT, reconhecida como Foro Brasileiro de Normatização. O objetivo da ISO é estabelecer normas que representem e traduzam o consenso dos diferentes países do mundo. A série ISSO forma um conjunto de cinco normas de gestão e garantia da qualidade: ISO9000, ISO 9001, ISO 9002, ISO 9003 e ISO 9004.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS;

OS 10 MANDAMENTOS DA QUALIDADE.

1 – TOTAL SATISFAÇÃO DO CLIENTE;

2 – DESENVOLVIMENTO DE RH;

3 – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARTICIPATIVO;

4 – APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO;

5 – GERÊNCIA PARTICIPATIVA;

6 – GERENCIAMENTO DE PROCESSOS;

7 – DELEGAÇÃO;

8 – COMUNICAÇÃO;

9 – GARANTIA DA QUALIDADE;

10 – NÃO ACEITAÇÃO DE ERROS.

OS CINCO “S” JAPONÊS:

SEIRI – Senso de Utilização;

SEITON – Senso de Organização;

SEISO – Senso de Limpeza;

SEIKETSU – Senso de Higiene;

SHITSUKE – Senso de Disciplina.

INDICADORES DA PERDA DE QUALIDADE:

- Longo tempo de espera para o atendimento, seja em fila, ou não;

- Descortesia;

- Informações erradas;

- Não atendimento da real necessidade do cliente e ou usuário dos serviços;

- Desatenção ou descaso;

INDICADORES QUE FAVORECEM O BOM ATENDIMENTO (QUALIDADE):

- Olhar para o cliente e ou usuário dos serviços;

- Não interromper o cliente e ou usuário dos serviços;

- Permanecer atento (a);

- Demonstrar interesse no pensamento do cliente e ou usuário dos serviços;

- Diálogo claro;

- Verdade e precisão (sinceridade);

- Falar o necessário;

- Pronunciar as palavras corretas;

- Manter-se atualizado (a).

COMUNICABILIDADE:

É a utilização de qualquer meio pelo qual um pensamento é transmitido de uma pessoa a outra, sem perder, tanto quanto possível intenção original.

- Esquema de uma comunicação:

1 -  Emissor (quem emite a mensagem)

2 – Receptor (quem recebe a mensagem)

3 – O canal (meio pelo qual a mensagem está sendo transmitida, para cada situação será necessário um canal de comunicação adequado ao público alvo a se atingir, pois os canais de comunicação diferem quanto a capacidade de transmitir informações)

4 – A mensagem (o que se transmite de fato de uma pessoa a outra).

- TIPOS DE COMUNICAÇÃO:

COMUNICAÇÕES VERBAIS – são as comunicações em que a mensagem é constituída pela palavra:

- Orais: são as ordens, pedidos, bate papo, comunicação por telefone, pelo rádio, debates, discussões, etc.

- Escritas: cartas, jornais, revistas, cartazes, etc.

COMUNICAÇÕES NÃO VERBAIS – podemos utilizar mensagens não verbais, que podem ser representadas:

- Mímica: gestos das mãos, do corpo, da face, etc.

- Olhar: podemos saber o que uma pessoa quer, muitas vezes pelo olhar.

- Postural: o corpo fala muitas vezes o que gostaríamos de dizer verbalmente;

Consciente e inconsciente: falar é uma atitude consciente, enquanto a postura é inconsciente.

COMUNICAÇÃO FORMAL E INFORMAL

- Formal: é aquela que é feita através de documentos oficiais, em geral ocorre nos ofícios, memorando, requisições. Uma formalização definida pela instituição (regimento interno).

- Informal: é aquela representada pelo contato espontâneo entre colegas de trabalho, como um simples bate papo. É preciso ter muito cuidado e compreensão com a comunicação informal, pois podem gerar conflitos dentro das organizações.

COMUNICAÇÃO INTERNA – ascendente, descendente, horizontal, vertical e “diagonal”.

- Ascendente: é aquela que fluis dos empregados para a direção, ou dos subordinado para o seu chefe.

- Descendente – é aquela que flui da direção para os empregados, ou do chefe para o seu subordinado.

- Vertical: de cima para baixo (descendente) e ou de baixo para cima (ascendente).

- Horizontal: ocorre entre departamentos do mesmo nível hierárquico, ou entre pares, entre pessoas do mesmo departamento ou nível hierárquico.

- Diagonal: ocorre entre pessoas da organização para as pessoas de fora, ou seja, da empresa ou órgão para com seus clientes ou usuários dos serviços.

BARREIRAS DA COMUNICAÇÃO

O emissor precisa ter muito cuidado ao redigir uma mensagem, pois na pressa pode escrever algo que não deveria ser dito ou mesmo escrever algo sem objetividade ou clareza.

COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DA QUALIDADE

Qualquer tentativa de melhorar ou minimizar as falhas na comunicação deverá partir tanto do emissor quanto do receptor.

Ouvir atentamente e concentrar-se, absorver, analisar quem nos fala, e então responder (de forma educada e equilibrada). Não ter preconceitos com quem nos fala. Considerar a individualidade dos outros são requisitos de eficácia para uma boa comunicação.

As palavras são mágicas. São as verdadeiras essências do relacionamento, elas podem construir ou destruir um indivíduo.

TRABALHO EM EQUIPE.

EQUIPE – Conjunto de pessoas que se organizam para atingir objetivos comuns.

Grupo – Conjunto de pessoas que trabalham para atingir determinados objetivos (organização).

EQUIPE

A eficiência e a eficácia do trabalho em equipe são igualmente resultantes do empenho individual e coletivo de cada membro da equipe.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO TRABALHO EM EQUIPE.

- Todas as pessoas defendem suas idéias sem radicalismo.

-    Há grande habilidade de escutar a opinião de todos.

-    Energias e habilidades são somadas (objetivos).

-    A liderança é situacional.

-    Questões comportamentais são discutidas abertamente.

-    Processos e resultados são revistos constantemente.

-    Elevado nível de confiança.

-    As decisões são tomadas por consenso.

-    Conflitos são analisados e resolvidos.

-    Feedback e dado e solicitado.

-    Preocupação contínua com a busca do autodesenvolvimento.

VANTAGENS DO TRABALHO EM EQUIPE.

-    Maior envolvimento das pessoas

-    Maior responsabilidade e autonomia.

-    Maior grau de comprometimento.

-    Maior possibilidade de realização profissional.

-    Maior atenção e suporte dos líderes para os liderados.

-    Aumento de produtividade.

OS MANDAMENTOS DO TRABALHO EM EQUIPE.

-    Definir;

-    Estabelecer;

-    Aprender;

-    Monitorar.

RH – GEST. DE PESSOAS – QUESTÕES DE PROVAS

RH – PROFESSOR SANDRO SÁ (Sandrinho).

1.Segundo Maslow, o homem tem uma série de necessidades que são classificadas e expostas sob a forma de pirâmide. Considerando a teoria das necessidades de Maslow, assinale a alternativa incorreta.

a) Não é necessário satisfazer um nível inferior de necessidade para que imediatamente surja um nível mais elevado no comportamento.
b) Nem todas as pessoas conseguem chegar ao topo da pirâmide das necessidades.
c) Cada indivíduo possui mais que uma motivação.
d) Qualquer comportamento motivado é como um canal pelo qual muitas necessidades fundamentais podem ser expressas ou satisfeitas conjuntamente.
e) Qualquer frustração ou possibilidade dessas necessidades não serem satisfeitas, passam a ser consideradas ameaças psicológicas.
2.A função que tem por finalidade a compatibilização de todas as atividades da organização e a promoção da cooperação na busca de um dado objetivo chamamos:
a) Controle
b) Feedback
c) Avaliação
d) Coordenação
e) Planejamento

3. Sobre liderança é incorreto afirmar:
a) A liderança não interfere no clima organizacional, até porque são elementos completamente distintos e independentes no processo administrativo.
b) A liderança é a influência interpessoal exercida em uma situação e dirigida por meio do processo da comunicação humana a consecução de um ou mais objetivos específicos.
c) A liderança é um fenômeno social e ocorre exclusivamente em grupos sociais.
d) A liderança é a capacidade de influenciar as pessoas a fazerem aquilo que devem.
(Cespe – Terracap –DF) Determinada empresa é departamentalizada funcionalmente e possui as diretorias de marketing, de recursos humanos, de produção, de administração financeira e administração de material. As atribuições são definidas para cada diretoria de forma a respeitar os assuntos tradicionais de cada disciplina. Considerando as informações acima, julgue os itens a seguir.
4) Compete a diretoria de administração de recursos humanos a definição do quantitativo da força de trabalho a ser alocada no almoxarifado.
5) Definir alterações na estrutura organizacional da empresa é atribuição da diretoria de administração de recursos humanos.
6) O recrutamento e seleção de pessoal de vendas devem ser efetuados pela diretoria de administração de recursos humanos.
A cerca da gestão de recursos humanos, julgue os itens que se seguem.
7) Entre as atividades típicas dessa área estão a definição das normas de atendimento ao público externo à organização, a estruturação e o gerenciamento de planos de cargos e salários, a avaliação do processo de recrutamento de recursos humanos e a escolha dos gerentes intermediários. 8) Guarda semelhanças de atuação do setor público com relação ao setor privado.
9) É uma atividade que, embora possua área de atuação específica, permeia as ações de todos os gerentes da organização.
10) Abrange a administração dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa.
11) Demandam de seus profissionais, conhecimento de sociologia, psicologia e antropologia.
(Cespe – TJDF) Julgue os itens subseqüentes, acerca de noções de administração de recursos humanos.
12) Na elaboração do plano de cargos, a atividade de especificação de cargo objetiva descrever conhecimentos e habilidades necessárias ao desempenho de cargos.
13) Considere-se que uma organização pretenda promover um empregado de destaque do cargo que ocupa para um cargo que exigirá maiores habilidades e competências. Nessa situação, seria adequado que o referido empregado passasse por um programa de desenvolvimento para se capacitar para o novo desafio.
14) Compromissos particulares, doenças, acidentes e transporte público precário são fatores que interferem no índice de absenteísmo.
15) A respeito do processo de seleção de pessoas, é correto afirmar que a entrevista que utiliza roteiro pré estabelecido com questões fechadas, comparativamente à entrevista que utiliza questões abertas, é a que permite maior aprofundamento em relação aos dados a serem coletados do candidato.
16) A movimentação de funcionários entre as unidades organizacionais é denominada rotatividade de pessoal.
17) Considere que uma organização queira avaliar características correspondentes a desempenho altamente negativos de seus empregados em função de uma atividade que venha apresentando muitas falhas. Nessa situação, a organização pode utilizar de método dos incidentes críticos.
(Cespe – DF-Trans) Acerca de administração de recursos humanos, julgue os itens seguintes.
18) Considere-se que, na entrevista preliminar em um processo de seleção de pessoas, o responsável tenha elaborado perguntas e feito simulações acerca de informações contidas nos currículos dos candidatos. Tal procedimento gerou, nos candidatos, a impressão de organização, uma vez que essas informações já estavam em seus currículos. Nessa situação é correto afirmar que o procedimento do responsável foi inadequado porque despendeu tempo desnecessário e não agregou qualquer valor ao processo de seleção.
19) Simulações, jogos e dramatizações são dinâmicas de grupo ideais para serem aplicadas nas situações em que o cargo a ser preenchido for de importância vital para a organização ou quando houver muitos candidatos para poucas vagas.
20) O salário é classificado como remuneração direta; prêmios, comissões e participações nos lucros integram a remuneração indireta.
21) O objetivo principal d aplicação de um sistema de Avaliação de Desempenho é:
a) punir as pessoas pelos erros.
b) desenvolver os profissionais.
c) fornecer apenas recompensas financeiras.
d) conhecer o passado profissional do empregado.
e) estimular os conflitos.
22) A Avaliação de Desempenho de modo circular feitas por todos os elementos que mantêm alguma interação com o avaliado: Chefes, colegas, pares, clientes, fornecedores, denomina-se:
a) de 180º.
b) avaliação burocrática.
c) avaliação participativa.
d) avaliação para cima.
e) de 360º.
23) A Avaliação de Desempenho é importante quando traz benefícios para:
a) corpo gerencial;
b) a organização e o gerente.
c) a organização e o funcionário.
d) avaliador.
e) área de recursos humanos.
24) A análise e descrição de cargo deve ser um processo ordenado das tarefas ou atribuições inerentes ao mesmo, sintetizando as informações recebidas do recrutamento e da seleção.

25) A Avaliação de Desempenho é um poderoso instrumento para avaliar problemas de desempenho e de baixa qualidade do trabalho executado. Entretanto, não se deve esperar que a avaliação de desempenho levante problemas a respeito de possíveis carências de treinamento ou de adequação da pessoa ao cargo que ocupa.
26) O empregado avaliado, o superior hierárquico, o subordinado e a equipe de trabalho são exemplos de participantes do processo de avaliação de desempenho.
27) Escala gráficas, escolha forçada, pesquisa de campo e feedback são métodos de avaliação de desempenho.
28) No que diz respeito a Avaliação de Desempenho, o método de avaliação de 360º é inadequado para as empresas em geral, visto que o empregado é avaliado pelas diferentes pessoas com as quais matem contato mais direto, com exceção do seu chefe imediato.
29) A etapa de modelagem de cargo responsável por definir as responsabilidades, habilidades e capacidades do ocupante de um cargo é chamada de descrição de cargo.
30) O processo de desenho de cargo fornece importantes subsídio às atividades de recrutamento de pessoal, avaliação de desempenho e programas de higiene e segurança no trabalho.

“Lembre-se que a capacidade que você tem é maior que qualquer coisa, então a coloque para fora e demonstre para si, que é capaz”
Prof°. Sandrinho Sá professorsandro@caminhodaspedras.net
Gabarito:
1. A 21.B
2. D 22.E
3. A 23.C
4. C 24.E
5. E 25.E
6. C 26.C
7. E 27.E
8. E 28.E
9. C 29.E
10. C 30.C
11. C
12. C
13. C
14.C
15.E
16.E
17.C
18.E
19.C
20.E